Dree Hemingway

2009 Novembro 18
por alinebotelho

6 motivos para amá-la:

1. Ela é filha da atriz Mariel Hemingway e bisneta do escrito Ernest Hemingway

2. Já disse uma vez que uma de suas principais referências é Edie Sedgwick (musa de Andy Warhol) em Ciao Manhattan

3. Já confessou que é louca por Alexander Wang, particularmente por sua linha de sapatos Alexis Fringe Boots

4. Entre seus estilistas e marcas preferidos estão Balenciaga, Rick Owens, Givenchy, Lanvin e Balmain

5. Ela é a it girl mais queridinha do JakandJil.com

6. Ela está sempre bem vestida fora das passarelas, e de um jeito super simples e sóbrio.

Aqui vários momentos de Dree clicados pelo povo do blog Jak and Jil:

Linda fazendo a linha básica na rua:

E esbanjando essa bota que estava na minha lista de objetos de desejo há 3 meses atrás:

Ela também tem um blog muito digno, mas muito pouco atualizado, com mais um milhão de outras fotos pra deixar a gente com invejinha.

Dree, espero vê-la linda e rhyca nas próximas campanhas do Alexander Wang, ok? Bjs.

sempre é demais

2009 Novembro 16
por __felix

quem precisa de um motivo?

katemossandtherollingrock_figurama2katemossandtherollingrock_figurama6kate-moss-topshop-fall09-07-500x665kate-moss-topshop-fall09-02-500x665kate-moss-topshop-fall09-03-499x646 (1)kate-moss-topshop-fall09-04-500x652kate-moss-topshop-fall09-05-500x665kate-moss-topshop-fall09-06-500x665

pra postar kate não precisa de motivo. sempre é lúcido, válido e inserido no contexto. quem tem bom senso e não cansa, pode ver mais kate logo ali, ilustrando nosso about. ela prova que é magica e oportuna em qualquer circunstância e material

Desvendando Lady Gaga

2009 Novembro 15
por alinebotelho

ladygaga

Fazia tempo que um fenômeno pop não me instigava tanto quanto Lady Gaga. Acredito que desde Madonna e Michael Jackson, nenhum artista pop teve um impacto visual tão forte quanto ela. Pra falar a verdade, eu sempre fui muito cética quanto a Gaga. Quando a vi pela primeira vez, no Miss Universo de 2008, pensei apenas “ai gente, não acredito que uma cantora dance performática fará sucesso de fato, só se for na jovem pan hits por uma ou duas semanas”. Mesmo vendo novamente essa apresentação, mais de um ano depois, acredito que só através dela não dava perceber todo o poder de Gaga.

A primeira coisa que me fez perceber que já não podia mais ignorá-la foi a sua aparição no programa da Ellen DeGeneres, em maio desse ano, quando ela usou aquele apetrecho espacial na cabeça. Foi a primeira vez que a vi falando e foi também quando percebi o total controle que ela tem sobre a sua imagem, o que já a difere da grande maioria de cantoras pop que surgiram nessa geração, como Britney Spears.

lady-gaga-1

A partir disso, comecei a pensar nas comparações que todo mundo estava fazendo entre ela e David Bowie, Grace Jones e principalmente Madonna, três artistas que sempre souberam usar a imagem a seu favor. Vamos por partes.

Lady Gaga x David Bowie

Essa é a comparação mais absurda de todas, mas que, de qualquer forma, não deve ser ignorada. Lady Gaga sempre disse ser muito fã de Bowie e isso se reflete na sua relação com seus figurinos e sua performance no palco. Assim como Ziggy Stardust, persona adotada por Bowie no início dos anos 70, Gaga concebeu uma imagem forte e única, que se tornou sua marca registrada. Ainda há a relação entre o nome de seu álbum, Fame, com a famosa música homônima de Bowie, e seu hit Just Dance com o sucesso de Bowie dos anos 80, Let’s Dance.

bowieDurante a turnê de Ziggy Stardust, Bowie usava roupas criadas pelo designer japonês Kansai Yamamoto

Fora isso, é muito cruel comparar um artista super criativo, com mais de 40 anos de carreira e que se reinventou ao longo dos anos com  uma artista tão nova quanto Lady Gaga, apenas pela relação imagética entre os dois. Além da imagem marcante, Bowie era um gênio da produção musical, responsável não só por álbuns clássicos da sua discografia, como Space Oddity e The Rise and Fall of Ziggy Stardust and the Spiders From Mars, mas também pelo primeiro álbum (e melhor, na minha opinião) de Lou Reed, Transformer, só para citar alguns exemplos.  Isso tudo sem falar da sua extensa e super produtiva carreira como ator. Gaga já mostrou ser muito competente visualmente, mas musicalmente ainda não disse para que veio.

Lady Gaga x Grace Jones

Aqui a comparação se torna um pouco mais compreensível, pois tanto Gaga quanto Jones são, sobretudo, ícones da moda. As duas tiveram/tem por trás stylists de peso para cuidar de suas imagens e colaboram intensamente nos figurinos. Jones trabalhou durante muito tempo com o designer francês Jean-Paul Goude, responsável por vários de seus videoclipes entre 1981 e 1985 e por criar um de seus visuais mais marcantes: aquele em que ela aparece com o cabelo raspado dos lados e meio quadrado e alto no meio (chamado de “flattop”), e blazers com ombreiras enormes, bem andrógina.

gracejonesImagem criada por Jean-Paul Goude para o álbum Nightclubbing , de 1981

Já Gaga conta com o trabalho do top stylist Nicola Formichetti, diretor de moda da revista Dazed & Confused, diretor geral da Vogue Homme japonesa, editor de moda da Another Man e consultor de grandes marcas como Prada, H&M e Alexander Mcqueen, ou seja, o cara está por trás de algumas das maiores imagens de moda vistas na última década. A capa de seu novo álbum, The Fame Monster, conta com o styling de Formichetti e foi fotografada por ninguém menos que Hedi Slimane. Não há dúvidas de que a moça está muito bem assessorada.

A relação das duas com o mundo da moda não para por aí. Grace Jones começou sua carreira como modelo e até hoje se apresenta em desfiles e eventos de moda, como na festa de Matthew Williamson para a H&M, em NY, em abril desse ano. Gaga, apesar de não ser modelo, vive estampando capas de revistas como a V e a Style Magazine, e é figurinha fácil em desfiles e after-parties de desfiles. Na semana passada, ela lançou seu mais novo single, Bad Romance, no desfile de Alexander Mcqueen e aparece com figurinos da nova coleção do estilista em seu videoclipe.

Além da imagem, existe o fato das duas fazerem música dance, só que Jones é uma cantora muito mais potente em termos de voz e produção musical e também tem uma extensa filmografia.

Lady Gaga x Madonna

Aqui a comparação principal vem do alcance que Lady Gaga está tendo enquanto fenômeno pop, o que é perfeitamente normal levando em conta que Madonna é a grande representante desse mundo. Outras características que a aproximam de Maddie são o controle sobre a sua própria imagem, a compreensão sobre o seu papel dentro da indústria e sua forte relação com a comunidade gay. Gaga já até apareceu ao lado de Madonna numa sátira muito boa do Saturday Night Live:

Na verdade, não sei se no começo da carreira Madonna tinha tanto controle assim sobre sua imagem, acho que foi uma coisa que foi se aprimorando com o tempo. Já Gaga, acho que desde sempre foi um produto muito bem pensado por ela e por toda a sua produção. Mas também devemos colocar em perspectiva que não estamos mais nos anos 80 e que agora é muito mais fácil entender todo o processo de construção de uma imagem pop.

Assim como Madonna, Gaga virou rainha do mundo gay e boa parte de seu sucesso se deve a essa comunidade que a apoia e que ela sempre faz questão de defender. Mas de certa forma, todos os artistas aqui citados tiveram forte relação com os gays, seja através da música, do discurso ou da roupa,  e é interessante ver como isso até hoje gera polêmica.

Agora uma coisa bem diferente entre Gaga e Madonna, é que Madonna sempre causou polêmica não apenas por causa de suas roupas, mas principalmente pelas coisas que ela costuma dizer em entrevistas, nas letras de suas músicas e pelos videoclipes, como Like a Prayer, que provocou a ira da Igreja e Justify My Love, que até hoje só pode passar na MTV depois da meia-noite.

Gaga é muito tranquila em suas entrevistas e acho inclusive que é bem mais articulada que Madonna, como dá para perceber nessa conversa que ela teve com John Norris no programa Noise Vox:

Fora a imagem, nada em Gaga é polêmico, o que já a torna diferente de Madonna. Acho que é a primeira vez que uma estrela pop alcança tanto sucesso apenas com uma imagem, porque vamos combinar que Lady Gaga ainda não tem nenhum super hit do nível de Like a Virgin ou Into The Groove, nem mesmo do nível de Baby One More Time, de Britney Spears. Sempre tive pra mim que para uma cantora pop fazer um imenso sucesso era necessário um single matador, mas Lady Gaga me prova a todo tempo que nem sempre isso é necessário, pelo menos não em curto prazo.

Daí que no final das contas ela é uma coisa bem diferente de todos esses artistas com os quais é constantemente comparada, o que não quer dizer, obviamente, que seja melhor. Creio que nunca antes o mundo da música teve uma artista eminentemente da moda, com uma imagem tão marcante, sem muitos atributos além disso. Ainda é muito cedo para saber se Lady Gaga vai sobreviver por muitos anos, mas acredito que ela tem muito potencial para isso e ainda vai nos surpreender mostrando mais talento musical. Aí sim será possível rever essas comparações e ver se elas realmente fazem sentido, e também compreende-la melhor.

lady-gaga-billboard-436Lady Gaga mostra que na real é um fino produto da cultura pop

Tudo o que a gente já falou sobre Lady Gaga aqui:

Lady Gaga no desfile e after-party de Marc Jacobs

Lady Gaga no VMA 2009

A Gaga de NY

Overdose de Kate

2009 Novembro 11
por alinebotelho

Sei que eu tô atrasada nisso, mas só vi agora a campanha de natal de Kate Moss para Topshop e, como sempre, fiquei obnubilada com tanta beleza.

katechristmas2katechristmas3katechristmas4katechristmas

Também cheguei atrasada na nova campanha que ela fez para o perfume Parisienne, de YSL, que tá rolando desde setembro, mas sempre vale a pena ver de novo. A trilha é do Depeche Mode.

Isso é que é luxo.

Les boots de Betty

2009 Novembro 10
por alinebotelho

Todo mundo aqui deve conhecer o blog da Betty, né? Quase que diariamente ela coloca fotos suas com diferentes coordenações de peças de seu guarda-roupa. Desses blogs nesse estilo, acho que o dela é o que faz a melhor curadoria. Betty é muito inspiração.

Como boa stalker que sou, sempre dou uma espiada em seus looks e uma das coisas que mais me chama atenção são suas botas (sou louca por botas, é mais forte que eu). Daí que eu resolvi selecionar algumas que viraram meus objetos de desejo.

Ankle boots, quero todas:

boots1boots2boots8boots9

Na real tenho um pouco de receio de usar botas de cano mais longo, mas essas aqui merecem o risco:

boots4boots5boots7

Oi Betty, vamos ser amigas e emprestar roupas uma para outra? Bjs.

Planeta Terra chamando

2009 Novembro 7
por alinebotelho

Duas das bandas que se apresentarão hoje no Festival Planeta Terra fizeram dois dos meus clipes preferidos relacionados à moda.

O primeiro é Sugar Kane, do Sonic Youth, gravado nos bastidores de um desfile de Marc Jacobs inspirado no grunge, na época em que ele ainda trabalhava para a marca de roupas Perry Ellis.

Gente, adoro o Marc Jacobs estilo largadão de cabelo comprido. Nesse clipe ainda aparece a Chloe Sevigny novinha de cabelo bem curtinho, muito musa. Dessa coleção grunge consegui encontrar duas foto que saiu na Harper’s Bazaar, não sei se de 1992 ou 1993.

onthemarc1gz0onthemarc2en3

Outro clipe que amo é o do Primal Scream para a música Some Velvet Morning, cover de Nancy Sinatra e Lee Hazlewood, com a participação de ninguém menos que Kate Moss. Além do vídeo ser lindo, Kate ainda aparece dançando e cantando toda lânguida com um simples vestidinho solto. Pura magia.

Essa semana eu fiz uma materinha sobre a relação de algumas das bandas do Planeta Terra com a moda, além de Primal Scream e Sonic Youth, falei também do Ting Tings, leiam aqui.

Pensando sobre moda

2009 Novembro 6
por alinebotelho

katetestino

Ontem foi o último dia do Pense Moda, evento que, como o nome já diz, tem o objetivo de fazer com que os participantes reflitam e discutam assuntos ligados ao universo da moda. A ideia é ótima, claro, e é muito bom ter um espaço de discussão de moda com profissionais, estudantes, professores etc. O problema é que, até um pouco antes de começar a programação de ontem, eu estava super frustrada porque o Pense Moda não estava me fazendo pensar.

Eu explico. Essa foi a primeira vez que eu fui ao evento e minha expectativa era de ver mais discussões ligadas ao fenômeno moda, uma abordagem mais filosófica mesmo, que é a parte que mais me encanta dessa coisa toda. Mas a maioria das discussões estão concentradas mais no varejo, na parte aplicada, digamos assim. Como por exemplo, nos negócios de moda, na utilização de novas mídias e no trabalho de estilistas. Eu entendo que todas essas coisas são importantes e devem sim ser discutidas e mostradas, mas pensar moda pra mim vai tão além disso que tratar mais desses aspectos imediatos  do que do sistema de moda, de como ela se manifesta em diversos aspectos da sociedade (não só nas roupas), da noção do efêmero  e da sedução (Lipovetsky feelings) torna o tema muito redutor.

Acho que isso tem mais a ver como o meu legado de teorias da comunicação mesmo, porque, pelo que pude perceber, o povo da moda não costuma fazer esse tipo de abordagem, o que é uma pena. Também acho que nem é um problema do evento, mas da falta mesmo de pessoas que discutam a moda do ponto de vista fenomenológico.

DevilWearsPradaMerylStreep2

De qualquer forma, as coisas melhoraram bastante no último dia, com a presença do filósofo norueguês Lars Svendsen, autor do livro Fashion: a philosophy (que eu não li ainda, mas se o Alcino Leite Neto recomenda é porque é bom mesmo). O assunto foi a crítica de moda e como ela se encontra ainda em um estágio muito imaturo em relação à crítica de arte ou literatura, porque na moda os jornalistas  não costumam fazer um julgamento crítico, sendo muito condescendentes com os estilistas.

Fazer uma boa crítica sobre qualquer assunto é realmente uma tarefa complicada, porque implica não só bons conhecimentos da área, mas também bons conhecimentos gerais. Aqui no Brasil dá pra se contar nos dedos quem sabe fazer isso bem, né?  Alguns dos melhores exemplos, na minha opinião, são a Regina Guerreiro e o Alcino, que conseguem contextualizar uma coleção e ir além da simples descrição do que foi visto. Eu não arrisco mais do que fazer comentários, porque não tenho repertório de moda suficiente para fazer crítica de desfile.

Daí sobre esse assunto ainda fiquei pensando como crítica de desfile é também uma parte tão pequena do que se pode falar sobre moda. Sinto mais falta ainda de gente que fale da moda como produto cultural que tem forte impacto na sociedade e em nossas vidas, que pegue fatos cotidianos e analise do ponto de vista da moda, coisa que a gente aqui faz um pouco (felix mais do que eu). Nesse ponto também adoro os textos do Alcino e os do Vitor Angelo, dois dos poucos jornalistas que se propõem a fazer isso (não que todo precise fazer crítica, claro que também existem outros tantos textos ótimos de moda sobre outras coisas).

No mais, esse papo de legitimação da moda, de tentar fazer com que as pessoas a levem mais a sério, me incomoda um pouco. Pra mim é muito estranho em tempos de cultura massiva as pessoas ainda se preocuparem tanto em querer dar status de arte a todos os produtos culturais. Televisão não é arte, novela não é arte e também acho que moda não é arte, o que não significa que eles não sejam dotados de artisticidade  e de muitas possibilidades. Acho muito mais rico, em termos de análise, aceitar a efemeridade e a futilidade da moda (a beleza  da moda é tão arrebatadora…) não como pontos negativos, mas como características intrínsecas de um fenômeno super complexo.

um look pra ETERNIDADE

2009 Novembro 5
por __felix

muita gente já tá de saco cheio de ouvir falar da morte do michael jackson e talz, e até dá pra pensar que não tem mais nada pra falar dese assunto, mas uma coisa eu queria saber e ( me parece) ninguém disse: com que roupa o rei foi enterrado?

não vou mais falar do Michael nem vou falar da relação entre morte e indumentária blábláblá wiskas sachê. até mesmo porque a História já se incumbiu desses dois temas. meu tópico mesmo aqui é a relação ente MODA e MORTE – o império do efêmero X o caminho para  eternidade (hum.rs)

xz

glamour no além

Pra ficar menos dramático: e se você tivesse que usar a mesma combinação de peças pra sempre?

cascao

- não apostei no básico

…e se com “sempre” a gente estivesse falando de “até o fim dos tempos”?

highlander

- também aposto no kilt , cascão!

parece difícil escolher, não só por questões de gosto como de valores. pra ficar mais simples, vamos deixar as variações do clima de lado. então não importa se é uma escolha pra pós-morte ou pra viver a la highlander, o foco aqui é longevidade da beleza e da aceitação social.

3478945

a morte lhe cai bem

isso é uma coisa que eu adoro em histórias de vampiro, por exemplo. quando eles conseguem deixar transparecer nos personagens que vêm de outras épocas um senso de moda meio anacrônico – ainda que eles usem roupas “atuais”. eu adoraria por exemplo guardar certa inspiração vitoriana em qualquer roupa que eu usasse… só que, como o asusnto é LONGEVIDADE na moda, acho que vale a pena apostar no clássico ( pelo menos quando se trata de século XX).

assim, dando UM TAPA NA CARA DA SOCIEDADE, digo: não estou falando de camiseta branca e jeans! acho que eu ia escolher terno& gravata.bjs

20030730-fred-astaire

- tô malandro!