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Sobre blogs de moda

março 24, 2010

Eu estava pensando em escrever esse post já há algum tempo, mas sempre desistia por saber se tratar de um assunto muito complexo e que,  se não escolhidas as palavras certas, poderia ser facilmente mal interpretado. O que me motivou a voltar a pensar no tema foi um post desabafo do Fashionismo, que fala da responsabilidade que nós temos (ou deveríamos ter) na hora de escrever um post. Foi o que bastou para a “blogosfera modística” entrar em polvorosa.

Na época em que eu estava pensando nesse post, mais ou menos há um mês atrás, perguntei a Felix o que ele achava do tema, se era mesmo válido discutir isso, porque o que eu menos queria era entrar numa polêmica gratuitamente. Entramos em um acordo de que seria muito complicado falar sobre blogs de moda porque, antes de tudo, eu teria que falar sobre a ferramenta blog, o por quê de utilizá-la e pra quê ela serve afinal.

Realmente não quero entrar nesse mérito, quero falar apenas das especificidades de um blog de moda. Partindo para uma categorização bem abrangente, diria que existem dois tipos de blogueiros de moda: aqueles que trabalham no meio (jornalistas, produtores, estilistas…) e compartilham das suas experiências e opiniões em seus blogs, e aqueles que estão de fora, que exercem outras profissões ou estudam outra coisa, mas que se interessam em algum grau pelo tema.

O que acontece é que, de um ano pra cá, alguns blogs de moda (e o próprio tema moda) se popularizaram tanto que acabaram incentivando outras pessoas a criarem seus próprios blogs. Com isso, iniciou-se uma preocupação por parte de blogueiros mais experientes não apenas com o conteúdo desses novos blogs, mas também se parou para pensar no papel deles nesse meio todo. Ora, nada mais natural do que alguém que trabalha,  ou que tem um sério interesse por isso, zelar, se preocupar e refletir sobre como a moda é tratada nos mais diversos veículos. Vou dar um exemplo bastante prático: imaginem alguém que trabalha com consultoria de moda se deparar com um texto do tipo “certo ou errado”, como se ainda fosse possível falar nesses termos nos dias de hoje. Pode parecer bobagem para a maioria das pessoas, mas para quem é consultor este é um assunto bastante delicado, já que trata-se de um desserviço ao leitor, a imagem de seu trabalho está sendo colocada em risco. É como um advogado ver uma lei ser mal interpretada ou um matemático ver uma conta ser mal resolvida. É uma questão de responsabilidade, de ética e cuidado pela profissão que se exerce.

Quem trabalha ou estuda moda sabe a dificuldade que é viver com os estigmas da futilidade, da superficialidade e da inutilidade, já bastante arraigados na cabeça da maioria das pessoas. A editoria de moda de um veículo de comunicação é das menos prestigiadas, sofrendo preconceito de outras ditas mais “sérias”, como economia e política. E esse estigma é ainda mais reforçado quando os próprios veículos de moda escrevem informações erradas, porque acham que de moda todo mundo pode falar, não precisa saber muita coisa.

Mas as maiores preocupações em relação aos blogs de moda nem são tão relacionadas à informações errôneas, elas dizem mais respeito à cópia de outros modelos que deram certo. Já perdi a conta da quantidade de blogs I wanna be Glamour Paraguaio que eu já vi por aí, acho impressionante. Tudo bem que nem todo mundo está disposto a fazer a diferença, mas é uma coisa bem chata se deparar com cópias e mais cópias de blogs de sucesso.

Eu tenho pesquisado muitos blogs de moda, uns mais novos, outros nem tanto. Encontrei alguns bem legais e que eu fiquei me perguntando “como eu não conheci isso aqui antes?”, mas a maioria é, infelizmente, mais do mesmo.

Sabe, é muito legal que surjam cada vez mais pessoas interessadas por moda e que façam seus próprios blogs, mas o que é mais legal ainda dentro disso é seguir seu próprio caminho, encontrar o seu estilo e fazer posts que tragam algo de diferente do que está sendo mostrado por aí.  E não precisa ser só blog opinativo não, dá pra ser diferente fazendo blog sobre maquiagem, sobre celebridade, sobre looks do dia…enfim, é só uma questão de saber do que está falando, de ter personalidade e coerência. Não existem regras. Legal é quando as pessoas entram no seu blog porque gostam do seu conteúdo, do jeito que você aborda os assuntos, da escolha de fotos que você faz…e não apenas em retribuição à sua visita no blog dela, gerando um círculo vicioso.

Me lembro bem que quando eu comecei, há três anos atrás, eu escrevia muita bobagem, reproduzia conteúdos de outros veículos, falava coisas irrelevantes. Com o tempo, estudando mais, fui fazendo um exercício de reflexão que recomendo pra todo mundo: “Pra quê ter um blog (de moda)? Qual o sentido de ter um blog que só reproduz os mesmos conteúdos de outros blogs e sites por aí? Não é melhor seguir um viés mais pessoal, mais voltado à minha opinião e aos meus gostos do que copiar os outros?

Quero enfatizar mais uma vez que esta não é uma indireta para NINGUÉM, é apenas uma reflexão rasinha de uma jornalista sempre preocupada com os novos rumos da informação. Espero que sirva pelo menos para cada um pensar na missão de seus próprios blogs e fazer uma auto-avaliação, assim como serviu para mim. Bem estilo auto-ajuda.

Recomendo também o post da Oficina de Estilo sobre o assunto. Bjs.

35 Comentários leave one →
  1. Fernanda Taube permalink
    março 24, 2010 8:38 pm

    Também já postei sobre isso e dei minha opinião diversas vezes.
    Acho que todo mundo tem direito, e cada um faz do jeito que quiser, vai ganhar reconhecimento quem for realmente bom e não um simples ctrl+v de outros veículos.

    Mas a maioria dos blogs que eu vejo são rasos, normais. Nada que me chame a atenção.
    Tem gente que até tenta, mas não consegue fazer nada de interessante.

    Mas é isso aí, os leitores também são bem espertos pra saber o que é original e o que é balela.

    PS.: do seu blog eu particularmente adoro! Gosto d e gente que reflete sobre o tema, que vai além do óbvio.

    Beijos!

    • alinebotelho permalink*
      março 24, 2010 10:21 pm

      Oi Fernanda,
      pois é internet tá aí pra isso, cada um faz o que quiser, mas acho que refletir sobre isso é bastante importante. ah, e seu blog é um daqueles que eu pensei “como eu não conheci isso aqui antes?” rs
      Bjs!

  2. março 24, 2010 9:56 pm

    O ‘mais do mesmo’ sempre vai existir e sinceramente duvido que aqueles que estão fazendo blogs só por modinha vão durar muito tempo. (É a lei da selva! hahaha)
    Enxe o saco mesmo ver 20 blogs com a mesma matéria sobre ‘o novo aplique da Beyoncé’ ou ver que você que estuda jornalismo ou moda, fez um post super bem elaborado e uma menininha de 13 anos que tá na 7ª série o copiou. Na verdade isso até desanima.
    Mas como você disse e eu concordo, não existem regras.
    É claro que tem muito blog por aí com informações equivocadas ou até mesmo errôneas, mas quem sou eu pra meter o dedo?
    O que nos resta nessa história toda é saber selecionar o que queremos ler e não deixar que o ‘mais do mesmo’ atrapalhe quem faz isso com amor, dedicação e vontade.

    Não que o meu blog seja grande coisa, uma estudante de jornalismo no 3º semestre ainda tem MUITA coisa pra aprender.

  3. março 24, 2010 10:05 pm

    Bem interessante o post (e o assunto, né?). Acho válida a discussão, apesar de achar que ninguém é obrigado a visitar – ou saber da existência – de blogs desinteressantes ou que plagiam outros blogs. Eu, por exemplo, só visito os blogs que considero originais e com conteúdo.

  4. março 24, 2010 10:09 pm

    Adorei seu post!! E acho que você disse de forma lúcida e inteligente o que tentei expressar no meu post.

    Parece que no “mundo dos blogs” algumas pessoas não dão “direito” que outras possam criticar, se posicionar ou simplesmente refletir, o que é quase um crime virtual.

    No meu caso, eu simplesmente compartilhei meu exercício de reflexão com as leitoras e não tive a mínima idéia da “consequência ou polêmica” que poderia causar. Escrevi o post, pois antes de ser blogueira, continuo sendo leitora e reafirmo que a maioria segue a mesma linha e é mais do mesmo sim. E qual é o problema disso?
    Nenhum. A partir do momento que a pessoa faz o blog pra ela mesmo e nada mais. Agora quando a pessoa – muitas fazem isso – divulga o blog à exaustão, “convida” pra visitar e perde mais tempo fazendo publicidade do que criando posts legais, aí sim a leitora tem direito de “criticar” ou simplesmente descontinuar a leitura. É legítimo das duas partes.

    Parece que meu texto foi mal interpretado por algumas blogueiras que talvez optem por publicar tudo que pensam, ipsis litteris, ao invés de pensar (um pouco!) na responsabilidade de escrever. Pois quando se é blogueira e fala pra meia ou uma dúzia, essa preocupação tem que existir.
    Mas enfim, cada um tem sua “linha editorial” e maneira de postar, eu tenho a minha, compartilhei e fui criticada, mas respeito a de cada um. Pois não basta falarmos de democracia, temos que colocá-la em prática.

    Desculpa pela mensagem em formato de bíblia!
    Beijos e obrigada por compartilhar seus pensamentos, MUITO válido!!
    Thereza

    • alinebotelho permalink*
      março 24, 2010 10:28 pm

      Oi Thereza,
      como eu disse, já estava com esse assunto entalado na garganta há algum tempo, mas só depois que vi seu post decidi que eu precisava mesmo falar sobre isso. eu entendi plenamente tudo o que vc falou, acho que vc foi bastante clara e eu realmente não entendi o motivo de tanto desentendimento. mas é isso, blogs muito acessados sempre têm que lidar com a ira de alguns.
      Bjs!

  5. março 24, 2010 11:00 pm

    Aline, minha cara!

    Se muitos nessa esfera virtual tivessem a mesma percepção que você teve e APENAS, digo apenas, dessem um PAUSE [mesmo que temporário] para refletir sobre o SERVIÇO que DEVERIAM prestar aos seus públicos [nesse caso, os leitores dos blogs de moda e outras mídias], talvez o que é veiculado sobre comunicação de moda fosse mais relevante, interessante e, além de informar, gerasse conhecimento [pra não ficarmos a ler coisas rasas, como a Fernanda comentou logo acima.

    Mas, perceba… o que importa mesmo é só informar, né?! Que pena…

    Espero que mais posts teus caiam na minha tela, viu?! Show! ;)

  6. março 24, 2010 11:57 pm

    Aline gostei muito do post. Acho importante a reflexão, como também acho válida a rebelião criada. Sinceramente, li quando a Thereza escreveu o post dela, entendi, e na minha opinião as manifestações que surgiram não foram relativas ao que ela escreveu. Pelo menos, foi assim que entendi. Acho que a revolta foi mais com aqueles que querem impor a sua vontade e ditar o que é ou não legal. E nem vou entrar na questão do “me segue que sorteio um batom”. E não acho que o Fashionismo seja assim, então, não entendo que o tal movimento surgiu dai. Idependente da área de atuação, todos precisam se atentar ao conteúdo. Claro que moda, devido ao interesse e paixão que toma conta de todos, acaba se tornando um assunto mais frequente. Como já me manifestei antes, qualidade não significa quantidade. Mas, o barulho é importante, até para que os profissionais possam entender um pouco mais o público que consome moda e a direção para qual estão olhando.

  7. março 25, 2010 12:09 am

    Eu entendo totalmente seu ponto.

    Eu só acho um pouco ingênuo, se é que é essa palavra que eu devo usar para expressar o que eu sinto, achar que os blogs que são tops hoje em dia são super originais e querer que os novos sejam totalmente diferentes.

    Na minha opinião, ninguém inventou a roda. Ok, talvez um ou dois, mas a questão é que, principalmente no Brasil, os blogs sofrem sim influência de outros blogs – consciente ou não.

    Junto a isso, eu acho que todas nós temos o direito de tentar fazer um blog. Pode ser que dê errado? Seja lá o que significa “dar errado” para cada um, pode ser. Pode ser que use muitos elementos já saturados? Ok, desde que não seja cópia, e sim uma utilização subconsciente de ferramentas já demasiadamente vistas, admiradas.

    O que eu quero dizer é que para quem gosta de moda, acredita que tem algo a acrescentar (reforço o “acredita” porque, numa situação tão autogerida como essa, existe a liberdade de tentar definir-se) e é leitora ávida de blogs, às vezes pode parecer natural criar um. Natural, gostoso, divertido e até – coloco-me MUITO nessa última categoria – construtivo porque pesquisar para post às vezes é uma lição. E se der errado, deu. E se usar muitos elementos que cansou de ver nas leituras de blogs, mesmo que não identifique-os, use. Não vai fazer mal a ninguém porque vai ser pouco lido e pronto. Entendo que é inerente à internet permitir essa tentativa e erro – e os danos são bem controlados pelo livre arbítrio de todos os leitores.

    Por isso, entendo o ponto de todos, mas acho que a preocupação é exagerada. Como em qualquer meio – moda, medicina ou publicidade – existem os bons e os ruins. E os últimos não conseguem diminuir os primeiros.

    Também acho que essa discussão poderia ser válida para questionar o papel de blogueiras que fazem muito sucesso, ou melhor, de algumas delas. Blog é uma conversa. O quão conversa continua sendo? Será que continuam sendo blogs? Etc, etc. Mas isso é outra coisa. Ou não, né? Mas, querendo, pode ser. Rs…

    Bjos!!(SORRY, FALEI MUITO!)

    • alinebotelho permalink*
      março 25, 2010 11:35 am

      Também entendo totalmente o seu ponto, Sissi.

      Você tem toda razão, é normal sofrer influencia de outros blogs, assim como é normal um estilista sofrer influencia de outro, mas o que eu enfatizo aqui é que cada um deveria sempre buscar o seu caminho, o seu ponto de diferença. Da mesma forma que, como apreciadora, não gosto de ver uma coleção de roupas idêntica a outra, também não acho legal ver um blog igual a outros tantos. Ok, como você e outros tantos falaram, esses tipos de blog não tendem a durar, mas eu fiz esse post porque, sinceramente, eu prefiro que eles durem. E acredito que isso só é possível dessa forma que eu falei, buscando outras perspectivas.

      É meu direito (acredito até mesmo que seja um dever) como crítica e como leitora fazer uma avaliação sobre isso, o que não significa que ninguém precisa se sentir obrigado a mudar. Se as pessoas curtem fazer desse jeito e acham que não tem muito mais a acrescentar mesmo, quer apenas se divertir, tudo bem, tem pra todo mundo. Agora, se além de cópia se tratar também de informações equivocadas já acho que se torna um assunto realmente sério.

      Mas enfim, o objetivo principal do post era apenas uma reflexão saudável sobre o papel que os blogs de moda cumprem e eu gostaria que servisse também para cada blogueiro repensar o seu trabalho.

      Bjs!

  8. março 25, 2010 12:11 am

    * SÓ COMPLEMENTANDO:
    Concordo com a Sil: não entendi que as manifestações tiveram relação com a Thereza não! Eu pelo menos nunca vi a Thereza ser “corporativista”, principal crítica das manifestações. Mas já viu outra bem famosa. Enfim…

  9. março 25, 2010 12:13 am

    Que se discuta.
    Sim, que se discuta.

    Mas, por favor, não esbarremos no direito que TODO mundo tem de se expressar da maneira que quiser.

    Se isso infla a blogosfera, problema da blogosfera.
    Ela que se vire e aprenda a se adaptar.

    É a maioria!

    Vamos pensar e discutir, vamos.

    Mas, por favor, não vamos cair no erro de censurar.
    Isso é atraso demais.

    • alinebotelho permalink*
      março 25, 2010 11:46 am

      Oi Annina. Acho que é um grande problema confundir construção crítica com censura, esses tipos de tópico tem apenas o objetivo de serem uma reflexão, é natural que alguns concordem e outros discordem. Espero que tenha entendido o meu ponto. Bjs.

      • março 25, 2010 3:38 pm

        Oi, Aline,

        Eu já sabia disso, mas cheguei a conclusão que é difícil a gente se fazer entender pela palavra escrita.
        Às vezes, ela ganha uma força que, no seu sentido original, não tinha.
        Eu não tô confundindo crítica com censura.
        Quando eu comentei sobre isso, comentei para todo mundo que chega aqui nos comentários.
        Acho, sim, que tem que existir a discussão a respeito, como disse no comentário que deixei.
        Mas acho também que o limite entre a crítica bem fundamentada em relação à blogosfera e uma crítica que vai contra a liberdade de expressão de cada um é bem tênue.

        E foi só para isso que chamei a atenção. Para mim, inclusive!
        Por isso o “não vamos cair no erro…” Me incluo nessa.
        Vamos discutir, vamos.
        Mas cuidado para não esbarrarmos no direito do próximo.
        Vamos ter cuidado com isso, só isso.

        Ok? Rs!

        Beijos, Aline!

    • alinebotelho permalink*
      março 25, 2010 4:11 pm

      super ok (rs)
      Beijos!

  10. março 25, 2010 8:23 am

    Parabéns pelas suas palavras, é importante ressaltar a capacitação dos profissionais que trabalham com moda e o respeito as suas atividades.

    Ainda precisamos evoluir muito nessas questões.

  11. março 25, 2010 10:42 am

    Concordo 100% com o que tu disse. Na verdade eu acho que a grande maioria dos blogs de moda, atualmente, funciona como depoimentos de consumidoras da moda, que abordam temas como maquiagens/esmaltes que testaram, looks do dia, tendências, etc. Mas esse tipo de blogueira muitas vezes não sabe que mesmo que ela seja “apenas” consumidora, ela tem a responsabilidade de passar informações verdadeiras, tanto por causa da moda como por causa de sua própria imagem.

    Seria maravilhoso se todos os blogs fossem mais reflexivos, sonho muito com isso, já escrevi sobre o assunto, mas sei que é impossível, então já me conformei com os mil blogs com temas iguais, justamente porque são blogs de consumidoras, como já falei. Só acho que algumas consumidoras-blogueiras deveriam ter um pouco mais de cuidado e responsabilidade com o que postam.

  12. março 25, 2010 12:25 pm

    Ai, caraca, escrevi um comentário bíblico e perdi! hahaha.. lá vou eu de novo…

    Vim te agradecer pelo comentário lá no blog.

    E aproveito para dizer que já havia lido seu post ontem mas preferi não comentar pq não queria mais dar corda a um assunto que tomou proporções exageradas. Mas já que vim até aqui agradecer, acho que vale uma última palavrinha (ou algumas).

    É bem óbvio que o que gerou nossos posts foi o post da Thereza, mas que fique bem claro que ela não é a causadora da discórdia não. Eu (falo por mim, tá? por impressões pessoais) acho-a bastante coerente e inteligente, faz um blog de conteúdo interessante e escreve muito bem. Mas acredito que naquele post – e somente nele – ela tenha se equivocado. Pensamos numa liberdade de expressão que vai desde o direito dela de pensar dessa forma e transcrever seus pensamentos em palavras, até o nosso direito de não concordar. Nao acreditamos em cartilhas nem na necessidade de análises profundas. Acreditamos numa lei bem simples em que o sucesso ou não de um blog vai ser analisado pelos leitores, e tão somente por eles. Não acreditamos que seja necessário pedir que alguém melhore seu conteúdo, porque se esse conteúdo não nos agrada nós simplesmente não o acessamos. Quantos blogs que eu amava hoje não visito mais. Mas a minha não-visita é absolutamente nada diantes do número de acessos que eles continuam tendo. O que eu quero dizer é que, para mim, eles não são mais interessantes, mas continuam sendo para milhares de pessoas que pensam diferente de mim. Quer dizer que são ruins? Que seus conteúdos perderam relevância? Não acho, só acho desinteressantes para a minha leitura diária.

    Bom, é isso.
    Ninguém quis ofender ninguém. Eu não quis, te garanto. Só quis dizer que penso diferente e pensar diferente é bem legal.

    Como falei no blog da Annina, acho que o assunto já deu. Esse bando de filósofas do comportamento humano gosta mesmo é de falar de moda e mulherzices. =)

    Beijos.

    • alinebotelho permalink*
      março 25, 2010 3:06 pm

      Lily, também achei seu comentário aqui e lá no seu blog super coerentes, entendo perfeitamente o que você falou. E quero enfatizar mais uma vez que cercear a liberdade de expressão está longe de ser o objetivo deste post, muito pelo contrário! Acho que algumas pessoas levaram a discussão muito para o âmbito pessoal, sentindo como se, de alguma forma, as palavras tivessem sido ditas para elas.

      Também não falei aqui em cartilhas e nem na necessidade de análises profundas. Falei que blogs podem ser bons independente do assunto, seja maquiagem, crítica, esmalte, WHATEVER. Acho que o seu blog é um bom exemplo disso. Em nenhum momento questionei os assuntos tratados, quis apenas lançar pontos para que cada um pudesse repensar o seu próprio conteúdo, ver se realmente está fazendo aquilo que queria, se os textos são legais, qual o público alvo…

      Eu acho que isso é um exercício natural pra todo mundo que busca ser melhor naquilo que faz, seja lá o que for. Não é nenhum mandamento, são apenas reflexões que tem o objetivo de ajudar, assim como outros posts sobre esse tema tb me ajudaram.

      Beijos.

  13. março 25, 2010 2:09 pm

    Lily,
    Sinceramente, depois de ler e reler meu texto continuo com a mesma opinião. Acho que vocês que interpretaram de uma maneira totalmente equivocada e parcial. Como já disse, acredito que no primeiro parágrafo, minha opinião era como LEITORA. E antes de ser blogueira, sou e sempre serei leitora, e nesse papel tenho o meu direito de comentar sobre esse fato, que ao meu ver sim, a blogosfera não é mais a mesma, ou ao menos meu google reader.

    Admiro da sua parte de vir assumir que todos esses posts que vieram essa semana foram uma crítica ao meu. Mas em nenhum momento houve um “convite” pra interagir, mas sim posts em conjunto, pensado nos mínimo detalhes, enquanto o meu? Feito em 20 minutos, movido pela emoção do twitter, onde todas leitoras-ou-blogueiras concordaram com essa carência de ler posts legais. Agora só não entendi onde está o problema de sentir falta de ótimos posts? Como “consumidora” de blogs, quero mais é um milhão de ótimos posts.

    O grande problema, no meu caso, é que foi praticamente tolida e recriminada do ato de pensar. Refletir sobre blog? Crime. Praticamente o massacre da serra elétrica. Até de soberba fui chamada. Mas o que me acolhe é que essemeu pensamento foi da minoria absoluta, o que me mantêm no direito de continuar a defender o que defendi, inocentemente, sem a mínima pretensão de ofender algúem, ou a “classe”, que também faço parte.

    Entre todos esses posts que “veladamente” atacaram o meu, acredito que o seu foi mais coeso e lúcido, pois você trata o ato de ser blogueira como formadora de opinião, e era justamente nesse ponto que quis chegar. Nós somos, mesmo que involutariamente, então a partir daí minha reflexão se concretiza e confirma-se que nós precisamos ter, mesmo que sutilmente, uma preocupação na hora de postar.

    O que me entristece é a pessoa achar que meu texto dizia a respeito de ter-ou-não um blog. Realmente, quem sou eu pra “permitir”, já que o wordpress está aí pra todos, repito pela MLÉSIMA vez que a minha idéia era que algumas pessoas pudessem rever seus conceitos, pensar antes de postar, e que mal tem nisso?

    Pra finalizar, a palavra cartilha nunca foi usada por mim. E mais, “top-blogueiros”? Onde é que elegeram isso? A falar por mim, moro no Rio de Janeiro, onde a classe é minoria, tenho 27 anos, sou arquiteta, nunca trabalhei, tampouco pretendo trabalhar com moda. Não me encaixo em nenhum estereótipo desses e principal, nem desejo.

    Enfim, desculpe Aline por transformar seu blog no “meio” de resolver essas coisas, e acredito que acima de todos, seu texto foi o mais esclarecedor do assunto. Quanto ao meu, ele foi tachado de algo que sequer imaginei, mas ao menos posso me orgulhar que as pessoas pararam pra refletir de alguma maneira, seja ela contra ou a favor do blog, não me importo.

    Beijos!
    Thereza

  14. março 25, 2010 3:21 pm

    Caramba, a Lily Zemuner me mata de orgulho.

    Thereza,guria, relaxa!

    O que acontece é que você não é obrigada a concordar conosco (ou comigo) e eu não sou obrigada a concordar com você.

    E ponto. E tá certo. E isso não é ruim.
    É a diversidade, menina! Rs!

    E, por favor, não pense que tudo-sempre-tem-que-ter-relação-com-você.

    Beijos e bola pra frente!
    Esse assunto já deu!

  15. março 25, 2010 4:21 pm

    Tá bom, Anninha, pode deixar que não vou pensar!! No alto de meus 27 anos (leia-se na flor da inocência) eu vou achar que foi pura coincidência a abordagem do tema.

    Assim como foi coincidência IPs semelhantes em uma mensagem anônima me “convidando” pra ler, e uma outra assinada e timbrada com o mesmo IP. Que coisa, né?
    Aliás, qual foi outra coisa que pensei que teve relação a mim? Por favor digo eu, me fale!

    Acho que vocês é que tem que relaxar. Levaram esse assunto muito a sério, a ferro e fogo e ao meu ver, não gostaram de ser contrariada. Cadê a tão comentada liberdade de expressão? Ela não se aplica a todos os casos?

    O assunto é BLOG e não pena de morte ou bomba atômica. Cadê a leveza na hora de abordar o tema? Vocês estão advogando muito sobre um assunto que pode ser facilmente esclarecido numa mesa de bar. E com apenas um copo de cerveja pra relaxar.

    Enquanto isso, vamos mudar de assunto e continuar a produzir posts legais. No final isso que importa.

  16. março 25, 2010 5:47 pm

    Thereza, resposta no teu email.

    Ninguém merece lavação de roupa suja no blog alheio.

    Aline, perdão!

  17. Carol M. permalink
    março 27, 2010 11:29 pm

    car*
    juro que li seu post e me identifiquei. entrei aqui para comentar e acabei me decepcionando. e não por você!!
    caramba, acho que a questão acaba sendo afastada. há muitos blogs meio inúteis e chatos, há! e eles servem para que? para superarmos! para olhar para eles e vê se é isso que nós queremos. o nosso blog tem que ser nosso.
    tenho blog há anos, e no início a única coisa que me importava era com acessos. mesmo quando mudei o conteúdo para a moda, de certa forma queria ser uma nova ‘betty’. mas, agora, a ficha caiu e vi que ser uma betty não é ser eu. prefiro então continuar com meus 20 e poucos acesso do que tentar aumentar mais e deixar de fazer algo que eu ache bom.
    talvez eu esteja errada, mas quando li seu post pensei exatamente nisso: temos que para para refletir se o que dizemos é a nossa opinião mesmo. se o nosso blog representa nós mesmo, e não mais um na multidão que escreve coisas aleatórias só para conseguir acessos e comentários. se dizemos o que achamos e mostramos quem nós somos e sabemos, nosso blog será diferente, e poderá, quem sabe, acrescentar algo na vida de alguém….

    acho que discutir para que serve um blog de moda é inútil. tão inútil quanto discutir para que serve, de fato, blogs….

  18. abril 4, 2010 9:03 pm

    Ultimamente o que mais encontro na blogosfera são pessoas tentando ditar moda. Tudo igual. E mesmo com tantos iguais nenhum me fez a cabeça e não fez mudar meu estilo.
    Adoro maquiagem, então publico porque adoro escrever, e as publicações são para aqueles que queiram saber mais sobre os produtos. Agora, não me ‘meteria’ na moda porque seria mais um desastre!
    Capital Lovers, concordo com seu comentário, e basta de publicações iguais (o novo aplique da Beyoncé, roupas do Oscar e bla bla bla. Isto tudo cansa).

  19. abril 5, 2010 11:06 am

    Gostei do post entendo o que você diz , mais a questão é que a bagunçada que ta virando não é por causa desses tipos
    ” Partindo para uma categorização bem abrangente, diria que existem dois tipos de blogueiros de moda: aqueles que trabalham no meio (jornalistas, produtores, estilistas…) e compartilham das suas experiências e opiniões em seus blogs, e aqueles que estão de fora, que exercem outras profissões ou estudam outra coisa, mas que se interessam em algum grau pelo tema.”
    Por que quem gosta se interessa pelo o assunto como milhares de meninas, tentam o maximo se diferenciar dos outros blogs tentando cada vez mais buscar coisas certas legais e inovadoras,é claro que com 1,000,000,000 de Blogs no Brasil fica dificil de fazer sempre coisas diferentes, na minha opinião , como é super legal ter um Blog varias meninas que estão começando com esse mundo também querem ter um e fazer parte dele! mais estão começando errado ja querendo copiar o que os outros blogs fazem, a questão é que tem que colocar a cabeça no lugar e pensar ” eu realmente gosto disso? eu tenho capacidade de fazer uma coisa original só minha que vai bombar?” muitas meninas não entendem de moda, mais teêm a certeza absoluta de que estão sempre certas… isso é o que prejudica! Moda não é uma futilidade teêm que estudar, e analizar o que você e os outros gostam, dai tem meninas que não são desse mundo, ou até são mais não tem capacidade de fazer coisas criativas, ou não tem um certo conhecimento do que é Moda ou qual é a tendecia, e saem fazendo post do que pensam , sem saber que tem leitoras que vão ser de uma forma bem influenciadas.
    Bom na minha opinião ter um Blog , seja de Moda ou de Fofoca… e outras coisas , temos que pensar nos outros Blogs e nos Leitores! Não vô falar uma coisa errada, achando que é certa pra alguem também achar que é certo e me apoiar, isso é muito errado. uff ♥

  20. Camila permalink
    abril 6, 2010 11:09 pm

    Aline,

    Ainda que atrasada, resolvi participar da discussão.

    Você argumentou que um “exemplo prático” do excesso cometido pelos blogueiros “de fora” (!) seria a postagem de “informações totalmente equivocadas a respeito do que é “certo ou errado” na moda”.

    Para você que, suponho, é “de dentro”, pergunto:

    Christian Dior teve curso superior em moda?
    Versace frequentou o Instituto Marangoni?
    Qual foi a graduação de Coco Chanel?

    Aliás, até aonde eu sei, usar calças masculinas não era exatamente um cartão de embarque ao “bravo!” da moda no início do século XX – Ainda assim, ela o fez.

    Lady Gaga seria um “certo” ou um “errado”? E o que dizer de Cindy Lauper?

    À meus leigos olhos, ambas se expressam através da arte – seja ela traduzida em música, seja ela traduzida em linha, corte e costura.

    Criticar a falta de seriedade com que muitos encaram o mundo da moda é absolutamente válido. Sustentar esta crítica com argumentos impregnados por uma postura limitadora à liberdade de expressão é a maior das gafes que um profissional da área artística poderia cometer.
    Moda também é arte. Moda também é expressão.

    Thereza, que deveria dar o bom exemplo das blogueiras “insiders”, que o diga – em algumas linhas, mostrou que o estigma da futilidade pode estar latente em nós mesmas.
    Repare:

    “Acho que vocês é que tem que relaxar. Levaram esse assunto muito a sério…”

    “O assunto é BLOG e não pena de morte ou bomba atômica.”

    “Vocês estão advogando muito sobre um assunto que pode ser facilmente esclarecido numa mesa de bar. E com apenas um copo de cerveja pra relaxar.”

    Qualquer assunto que gere tanta polêmica, acredito eu, não será resolvido em uma mesa de bar.
    Se o estigma da moda é a futilidade, espero que sua via crucis passe pelas reiteradas discussões que – graças à ausência de regras e burocracia dos blogs – são livres, posicionando-se como bons meios de ligar idéias divergentes, promovendo sintonia e acabando com as crucificações.

    A “popularização” da moda nada mais é do que um reflexo positivo do crescimento do setor. Aliás, um reflexo do bom trabalho que vem sendo realizado, do aumento do espaço dedicado aos interessados pelo assunto e da resposta avassaladora do público/consumidor, que passou a conhecer o valor da mercadoria ofertada e a se interessar, cada vez mais, pelo processo como um todo.

    Ah, quase esqueço:
    Quando você disse que sua reação era tal qual a de um advogado ao ver uma lei sendo mal interpretada, garanto à você que a primeira lição de todo estudante de direito ao entrar na Universidade é que a interpretação das leis não é uniforme – existirão milhares de explicações diferentes (e sensatas!) sobre a “intenção do legislador” ao escrever um determinado artigo. Data venia às interpretações contrárias às nossas, sustentamos, apelamos e – por fim – nos resta apenas aguardar pelo sonoro ponto final – o martelo do Juiz.

    Finalmente, queria muito te dizer uma coisa:

    Aline, se alguma vez algum profissional de outra área lhe disser que você não pode falar, criticar ou dispor sobre determinada matéria por não ter um canudo na gaveta que lhe garanta “autoridade”, não se cale – Não tenha medo de errar. Erre, aprenda…acerte.

    E deixe que digam. Que pensem. Que falem.
    Sempre.

    Um beijo,

    Camila.

    • alinebotelho permalink*
      abril 7, 2010 1:22 pm

      Oi Camila

      algumas más interpretações aí:

      1. Posso não ter sido clara nesse ponto, mas quando eu disse “informações totalmente equivocadas a respeito do que é “certo ou errado” na moda” quis dizer que já vi muitos blogs em que as pessoas ficam reproduzindo coisas bobas sobre modos de vestir tal peça ou “use assim e não assado”, quando, na verdade, eu acredito que NÃO existe certo ou errado na moda. Acho que esse tipo de informação não é nada útil. Dar dicas de como usar é legal, mas impor o que é certo ou errado não faz sentido, o ponto é exatamente esse. Sobre as pessoas darem informações erradas quis dizer sobre dados errados mesmo, como nomes, datas etc.

      2. Em nenhum momento falei que era necessário estudar moda formalmente para entendê-la. Eu sou jornalista, aprendi moda sozinha lendo livros, revistas, BLOGS, sites…Mas saber do que se está falando é sempre importante, é o mínimo. Quem trabalha com informação precisa LER, precisa pesquisar, ir a fundo, checar mais de uma fonte.
      Os estilistas que você citou não estudaram moda academicamente, mas desde pequeno desenhavam, se interessaram sobre o assunto e correram atrás de informação e aprenderam sozinhos. Ninguém nasce sabendo, todo mundo aprende, não importa a forma.
      Também não falei de certo ou errado no domínio artístico, isso seria uma grande bobagem. O assunto aqui é sobre quem escreve. Falei apenas da responsabilidade de quem escreve sobre moda ou qualquer outro assunto, responsabilidade de dar informações corretas para os leitores, prestar serviço, falar com clareza, com um bom português, esse tipo de coisa. Isso nada tem a ver com censura, porque não estamos falando em cercear a opinião de ninguém, mas apenas mostrando que todo mundo que escreve e é lido exerce um papel importante.

      3. Sobre a popularização do assunto eu também não falei que era ruim, acho ótimo que cada vez mais pessoas se inteirem com o que está acontecendo na moda, falei apenas que com esse aumento de pessoas escrevendo a preocupação com a informação de qualidade aumenta. Isso acontece em qualquer área jornalística, não é só na moda não, e é um assunto amplamente discutido entre profissionais da área.

      4. Por fim, gostaria de deixar claro o que eu já falei aqui nos comments: esse post tem o objetivo de ser um exercício natural pra todo mundo que busca ser melhor naquilo que faz, seja lá o que for. Não é nenhum mandamento, são apenas reflexões que tem o objetivo de ajudar, assim como outros posts sobre esse tema tb me ajudaram.

      Leia o final do post com mais carinho, Camila. Esse post diz muito mais sobre a minha experiência enquanto blogueira e leitora do que qualquer outra coisa.

      Beijos.

  21. Camila permalink
    abril 7, 2010 2:54 pm

    Aline,

    Fico absolutamente grata pela resposta.

    Reli não só o fim do post, mas todo ele. Desta vez, o fiz com muito mais carinho – Não só porque você sugeriu, mas principalmente porque acredito que todo autor que bem aceita críticas deve ser ainda mais respeitado.

    Atento que o uso de determinadas palavras ou expressões podem nos levar a interpretações que, muitas vezes, não são condizentes com a intenção do autor. Escrever para um público vasto tem seus reflexos e, um deles, provavelmente será o impacto da palavra no processo interpretativo de cada um. A pluralidade de interpretações é mais um ponto positivo, verdadeiro sinal de que mantemos nossas idiossincrasias, nossa essência.

    Novamente, a ferramenta “Blog” mostra seu diferencial: um espaço aberto para debates, que elucida eventuais desencontros.

    Volto a agradecer por ter tido acesso à sua real posição e aproveito para te dizer mais uma coisa:

    Estou muito, mas muito feliz mesmo, em saber que esta é a sua posição.

    Um beijo,

    Camila.

    • alinebotelho permalink*
      abril 7, 2010 3:16 pm

      Camila,

      eu é que fiquei bastante grata com seu comentário. Críticas construtivas são muito bem vindas, sempre. Relendo o texto vi que a parte que eu falo sobre “certo e errado” realmente dá margem a interpretações bem diferentes do que a que eu quis significar. Eu coloquei entre aspas justamente porque não é algo que eu costumo usar, meu intuito era criticar esse tipo de posicionamento, mas faltou mesmo eu explicar melhor.

      Como disse no começo do texto, tinha medo de escrever sobre esse assunto e ser má interpretada por talvez não conseguir expressar exatamente o que eu penso. Pois é, saber usar bem as palavras é uma arte, mas a gente vai aprendendo aos poucos com os nossos erros :)

      E eu também acredito muito nesse potencial da ferramenta ‘blog’ de ser um espaço livre para discussões, posicionamentos diversos e novas ideias.

      Espero vê-la por aqui mais vezes.

      Beijo,
      Aline.

  22. abril 7, 2010 11:19 pm

    Camila,

    Sinto muito, mas você pegou algumas frases e usou fora do contexto original do meu pensamento.

    Aliás, o meu comentário no excelente post da Aline foi quase um desabafo que era fruto de um outro post meu e diversas outras coisas que li a respeito.

    A história tomou proporções descabidas, pessoais e, porque não, parece que só poderiam ser resolvidas numa mesa de bar, e acho que não tem nenhum problema nisso.

    Como arquiteta, que “estuda” moda porque quer e é prazeroso, NUNCA achei, tampouco deixei transparecer, que seja um assunto fútil, pelo contrário, levo muito a sério o tema no meu blog. Visto que como não sou desse “mundo” pesquiso muito mais pra tentar passar a informação certa, apenas isso.

    E modéstia à parte, no círculo que vivo, com minhas leitoras e blogueiras próximas, acredito sim que dou um “bom exemplo”.

    Beijos,
    Thereza

  23. Camila permalink
    abril 8, 2010 12:05 am

    Aline,

    A delicadeza com a qual você levou o debate é, sem dúvida, eterna tendência.

    Adepta convicta daquela que nunca sai de moda, terei prazer em acompanhar suas postagens.

    Gentileza é atemporal.

    Beijos – e até breve!

    Camila.

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