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Prêt-à-Porter

fevereiro 2, 2010

"It's the oldest new look. It's the newest old look"

Filme injustamente desprezado dentro da cinematografia de Robert Altman, Prêt-à-Porter (1994) é essencial para os amantes de cinema e de moda. O filme foi um dos primeiros a desvendar e desglamourizar o mundinho fashion, mostrando de forma crítica e muito bem humorada (as cenas das pessoas pisando a todo tempo em cocô de cachorro são geniais) os bastidores da badalada semana de moda de Paris. Dentro das leituras possíveis do filme, dá para traçar um perfeito panorama da moda da época, das tendências, da ganância, e crueldade do meio, além de deixar uma  grande reflexão no ar sobre a moda além da superfície. Ainda podemos nos deliciar com as aparições de personalidades reais como Christian Lacroix, Jean Paul Gaultier, top models do naipe de Carla Bruni e Naomi Campbell, e celebridades como Cher e Bjork.

O filme respira moda e a todo tempo faz referência a outros filmes que também flertam com o assunto, como Blow-Up (Antonioni, 1966) e Cinderela em Paris (Stanley Donen, 1957). “They’re about to break into the Bonjour, Paris number from Funny Face, don’t they?”, diz a repórter sem noção interpretada por Kim Basinger.

Mas para além das referenciações, uma das coisas que mais impressiona é a visão tão a frente de seu tempo que Altman nos propõe.  Isso fica claro durante a sequencia final do filme, quando durante o tão esperado desfile da estilista fictícia Simone Lo aparecem modelos completamente nuas,  mas sem conotação sexual, desfilando ao som de uma música que diz: “You’re so pretty the way you are…”.  A partir disso, seguem-se os seguintes questionamentos: Qual o futuro da moda? O que a gente realmente quer e precisa? O que é novo?

E não é que foram essas as questões que Hussein Chalayan, mais de dez anos depois do lançamento do filme, tentou responder no seu desfile de primavera de 2007?

Essa cena final do filme me fez lembrar também de dois clipes do ano passado que resolveram, de certa forma, brincar com a moda.  Esses são pra quem não sai por aí sem roupas, como diria a Maria Prata.

E olha como a Lady Gaga me persegue: apareceu uma mocinha no filme usando uma roupa de ursinhos do Jean Charles de Castelbajac que rapidamente me lembrou da roupa de Kermit, também do Castelbajac, que ela usou em alguma ocasião:

Outra riqueza do filme é a trilha sonora totalmente composta de músicas sobre moda, indo de Grace Jones a Right Said Fred. Destaque para o trechinho do clipe do Robert Palmer que passa em uma das cenas entre Julia Roberts e Tim Robbins, um dos melhores clipes fashion ever!

E os questionamentos finais do filme, depois das provocativas fotos da terceira edição da Love (primeira foto), persistem: O que é novo? O que a gente quer e espera da moda?

3 Comentários leave one →
  1. fevereiro 3, 2010 4:09 am

    Adorei a dica, não vi o filme mas to suuuper afim de ver!
    Parece ótimo!

    Beijoss

  2. fevereiro 5, 2010 9:22 am

    bacana seu post acho que é o primeiro blog que leio que faz asociações de fato aqui no brasil, como eu na kitextil/blog rsrsrs, só que vc escreve bem e eu não rsrsrs. o santamistur ficou meio de lado ali só vou colocando mesmo alguma coisa sobre meu projetos pra não deixar o blog morrer ;o)
    parabens vou colocar seu link lá na kite

Trackbacks

  1. Body Conscience « /duodeluxo

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