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Toda a genialidade de Guy Bourdin

agosto 30, 2009

Acaba amanhã a incrível exposição de Guy Bourdin no MuBE (Museu Brasileiro da Escultura), em SP. A mostra intitulada “A Message For You” conta com 177 obras, 100 delas polaróides, que remontam o universo surrealista, mórbido, erótico e super sofisticado do fotógrafo francês. Pra quem não conhece o Guy Bourdin, aqui vai um resumo da sua trajetória no mundo da moda:

Suas primeiras fotografias de moda foram publicadas na Vogue francesa em fevereiro de 1955. Em 1967, faz sua primeira campanha publicitária dos calçados de Charles Jourdan e seu primeiro editorial de moda para a Harper’s Bazaar e a Photo. Em 1972, clica pela primeira vez o editorial da Vogue italiana e, em 1974, o da Vogue inglesa. Em 1975, cria a campanha publicitária de Issey Miyake e, em 1976, faz catálogo de lingerie e campanhas publicitárias para inúmeros estilistas famosos, entre eles Gianni Versace.

Dolphin Squat (1976) – Campanha publicitária para Charles Jourdan

Em 1977, envereda pela moda masculina criando seu primeiro editorial para a Vogue Homme.

Blue Bathroom (1977) – Vogue Homme

Em 1979, faz campanha publicitária para Claude Montana e, em 1980, fotografa o calendário Pentax.

Calendário Pentax (1980)

Em 1981 faz sua última campanha para Charles Jourdan e até o final da década continuou a fazer campanhas para estilistas famosos, entre eles Manuel Ungaro, em 1985. Em 1987 terminou seu contrato com a Vogue francesa e, em 1988, recebeu o prêmio “Infinite Award” pela campanha que fez para Chanel no ano anterior. Morreu em 1991 com 62 anos.

Bleeding (1980)

O estilisto voyerístico, com forte apelo sexual e inspiração surrealista de Guy Bourdin, fez com que ele se tornasse um dos fotógrafos mais influentes de todos os tempos. Seu mestre foi Man Ray, artística chave do dadaísmo e surrealismo, conhecido por suas fotografias avant-garde.

Le violin de Ingres (1924) – Man Ray

Uma das marcas de Bourdin é a combinação entre a sua obsessão por temas macabros, como a morte, e o glamour. Suas fotos tem sempre um toque muito forte de sofisticação, seja pela escolha da maquiagem, das poses e da roupa das modelos, seja pela composição do quadro, sempre muito rígida. Em termos de técnica, Bourdin frequentemente optava por grandes planos, utilizando lentes grande-angulares que criavam uma perspectiva distorcida e surreal.

Campanha para Charles Jourdan de 1978

Outro grande destaque é o seu gosto por cores saturadas, em especial o vermelho. Ele frequentemente iluminava as fotos de forma a dar grande ênfase às cores, o que aumentava mais ainda o seu impacto.

Não é difícil encontrar sucessores do estilo de Guy Bourdin por aí. Um dos fotógrafos mais obviamente influenciados por ele é o inglês Miles Aldridge, que também adora misturar morbidez com glamour.

Fotografia de Miles Aldridge

E da onde mais poderia ter vindo a inspiração de David LaChapelle para criar coisas como isto aqui:


Sem falar no lindo clipe de Madonna para a música Hollywood, que sofreu até um processo do filho do homem por suposto plágio:


Além de fotografar, Bourdin também fazia filmes (alguns deles podem ser vistos no Showstudio), desenhava e pintava. Fuçando o youtube, descobri que está para ser lançado um filme sobre ele, intitulado The Myth of Guy Bourdin, e dirigido por Sean Brandt. O documentário contará com depoimentos de artistas como David Bowie e o diretor Jim Jarmusch. Abaixo, o trailer:

Sei que me alonguei demais nesse post, mas é que essa exposição é pura inspiração. Imperdível mesmo!
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