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25ª Casa de Criadores – Análise do primeiro dia

maio 28, 2009
João Pimenta verão 2010 – Foto de Silvia Boriello

A temporada verão 2010 começou bem com o primeiro dia de Casa de Criadores. João Pimenta fez o melhor desfile, mas também tivemos outros destaques como R. Rosner e Der Metropol.
Quem deu a largada para a temporada de desfiles foi a Urussai, de Catarina Gushiken, com uma interferência cheia de referências orientais, característica forte da marca. Eles mesclaram os tradicionais quimonos japoneses com peças ocidentais, levando para a passarela coisas como quimonos em forma de macaquinhos, de shorts bem curtos, e blusa de seda com legging. As estampas ficaram muito bonitas.

Em seguida tivemos Karin Feller, ganhadora do projeto Ponto Zero na edição passada. Feller levou para a passarela uma coleção bem urbana, confortável e cheia de pequenas experimentações. Sua inspiração foram as “texturas da cidade” e a partir disso ela resolveu brincar com a funcionalidade de determinados elementos. As peças eram bem folgadas, com muitas formas desestruturadas e tecidos manchados. No fim pareceu tudo um pouco largado e despojado demais.

R. Rosner verão 2010 – Foto de Charles Naseh

Rodrigo Rosner, recém saído do Projeto Lab, mostrou uma coleção de vestidos de festa super moderna. Desde a escolha da trilha até a maquiagem e os cabelos, tudo ficou em perfeita harmonia. Como Rodrigo já tinha antecipado pra gente em entrevista, a coleção realmente teve muitos vestidos curtos e justinhos. Ele trabalhou bastante com aplicações em pedraria, detalhes de flores e drapeados. A capacidade de transformar ostentosos vestidos de festa bem trabalhados em peças contemporâneas já virou uma marca de Rosner, e ele sabe fazer isso muito bem.

João Pimenta mais uma vez impressionou a todos com o seu desfile super coeso, fechado e inteligente. Como grande artista que é, o estilista resolveu continuar seu trabalho de pesquisa sobre as diversas possibilidades da silhueta feminina no guarda-roupa masculino. Sua coleção atual faz um contraponto com a anterior, que antes trabalhou com os quadris largos femininos, buscando formas bastante rígidas. Dessa vez ele optou por trazer formas mais fluidas e justas ao corpo, cortadas em viés e focadas no caimento. Sua inspiração foi o universo capirira e, para tanto, João levou para a passarela calças curtas, a la Jeca Tatu, tipo ceroulas, e botinas. A coleção tem um crescente muito bem construído, dá gosto de ver. Na primeira parte do desfile vemos um caipira mais “desarrumado”, com blusas amplas de algodão e suas calças curtas. Na segunda parte o caipira vai ficando mais elegante e também vai mudando a cartela de cores, de branco para bege. Aqui aparece sua alfaiataria super trabalhada, as calças vão ficando compridas e aparecem tecidos mais pesados. Na terceira parte a cor que predomina é o marrom e aparece muita renda e detalhes em jacquard. Seu trabalho continua tão conceitual quanto antes, só que dessa totalmente usável. Genial.

Ianire Soraluze verão 2010Foto de Mariana Maltoni

Ianire Soraluze fez uma coleção super verão, bastante leve e delicada. Teve muita cintura alta, tanto nas calças quanto nas saias, macacões, shortinhos, vestidos curtos tomara-que-caia e jeans. A estilista trabalhou bastante com pregas e restos de tecidos pendurados e utilizou estampas que remetem a rachaduras. Destaque também para os chapéus com lenço atrás e acessórios como colares e pulseiras grandes. Adorei a saia amarela de cintura alta, linda.

A Der Metropol, de Mário Francisco, a partir da palavra “proteção” resolveu trabalhar com formas bem próximas ao corpo e blusas com referências medievais, que aparecem as vezes com aplicações de formas pontiagudas. A coleção teve um ar bastante moderno, com calças skinny, recortes triangulares e assimétricos, e pregas nos ombros e nas costas. Ah, ótima a aposta no rosa para o guarda-roupa masculino! Mário fez um trabalho muito bom.

Gustavo Silvestre fechou a primeira noite de desfiles com uma coleção inspirada no caleidoscópio. A partir disso, ele trabalhou bastante com estampas geométricas e arranjos de vidro nas roupas e cabelos. Aparecem vestidos em jersey bem soltinhos, no começo do desfile, e depois silhuetas mais ajustadas, tudo super curto.

E rumo ao segundo dia!

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