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david downtown

março 7, 2009
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existe uma história engraçada sobre o pablo neruda no japão/china/coréia/whatever, em que ele ficava apaixonado por cada pequena coisa que via (cultura diferente, aquela coisa), e daí cada vez que esbarrava em um bibelô, uma escultura – ou qualquer um desses troços bestas que mexem com o coração da gente – ele lançava um ‘ já não posso viver sem isto!”. eu sei esta história há muito tempo e “já não posso viver sem ela” e sem várias outras coisas também.

e não foi só um “já não posso viver sem isso” que passou pela minha cabeça quando vi os trabalhos de David Downtown. Aconteceu também um “COMO EU PUDE viver sem isso até agora!?!?”

_____________________________________________David_

David Downtown e sua pequena genialidade

é até uma vergonha pra uma pessoa que finge que desenha e que diz que se interessa por moda só agora ter se dado ao trabalho de aprender um pouco mais sobre “fashion ilustration”. mas taí o lado bom de correr atrás do prejuízo.

downtown é um pequeno gênio (um grande, talvez). e antes de dizer o que você pode ler em qualquer outro lugar, eu vou dizer uma coisa que me faz amar muito ele.

david downtown conseguiu o que sempre me pareceu impossível, e o que é a coisa que mais poderia me agradar no quesito surpresa quando eu visse uma ilustração: o trabalho dele me faz pensar, ao mesmo tempo, nos dois artistas que mais tocaram meu coração por estas bandas de colocar uma imagem sobre um fundo- egon schiele e andy warhol.

uma das coisas que eu mais gosto em artes visuais são as linhas (pontilhismo, por exemplo, é uma coisa que não fala com o meu coração). no trabalho do schiele a linha é uma coisa dramática e, acima de tudo, reinventa o corpo e dá o tom do quadro. downtown tem essa expressividade absurda e minimalista no traço { e, não me achem piegas, mas isso vale uma sinfonia! }

_____________________________________schiele, suas linhas e meu amor eterno

além de tudo o que imagino que ele tenha aprendido com os expressionistas ( me desculpem se eu estiver falando bobagem), o sr. downtown faz com as cores o que, no século XX, eu só vi piet mondrian e andy warhol fazerem.

mas, claro, downtown está muito mais próximo de warhol. seja no modo como suas cores denotam um tipo de paixão cínica – que lembra em muito o kitsch e sua “eterna busca da felicidade”, mas que está mais verdadeiramente próximo do camp, sua apropriação, artifício mais que recorrente no universo fashion/nista.

…outro ponto que aproxima muito andy & david (intimidade aqui.rs) é essa necessidade premente de criar algo capaz de despertar o interesse, o reconhecimento… a paixão(?) do público. ainda que nem david nem drella sejam criaturas legítimas do mundo da moda ou da cultura pop, respectivamente, não há no mundo quem diga que estas coisas estejam tão longe assim uma da outra. ou que, por mais descolados que estes “autores” estejam de certos contextos, eles ainda não precisem manter o perfume que exalam estas duas esferas.

_____________________________Drella colocando a cor a seu serviço. pop goes my heart!

Eu vou poupar nós todos de uma conclusão e deixar vcs com o que interessa. No http://www.daviddowntown.com/ dá pra ver infinitos trabalhos dele, entrevistas e blás. e o que não estiver lá, o google te mostra depois. Mas eu sei que era só eu não conhecia isso direito mesmo!

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Downtown: “aprendendo com quem sabe” ou “o melhor de dois mundos”


****Mais coisas legais do david aqui

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bjs

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