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London is burning

janeiro 13, 2009


Não há dúvidas de que, hoje, a Inglaterra é um dos cenários mais prolíficos da moda. São dezenas de novos estilistas que aparecem com estilos absurdamente arrojados e com influências que transcendem a moda, passando principalmente pelas artes plásticas. Numa matéria intitulada “Fashion’s new optimism“, da Dazed & Confused do mês de novembro, eles mostram alguns desses novos talentos e, não por acaso, a maioria deles são britânicos.

Uma coisa em comum entre os trabalhos é um pensamento de moda do futuro, com influências claras da vanguarda futurista, de temas bélicos e de outros elementos que, a priori, parecem ser totalmente estranhos à moda. Todos eles estão conectados entre si através das mesmas idéias sobre para onde a moda deve seguir caminho. Os conceitos são bastante consistentes, carregados de mitologias e história, e isso se reflete em todas as coleções. Não se trata de uma simples provocação ou de uma anti-moda, mas muito mais de um modo de sair da mesmice e brincar com novas formas, tecidos e silhuetas. Londres mostra que em tempos de crise o melhor é ser criativo.


Uma das estilistas citadas é a Alice Kirkpatrick, que foi inspirada em sua última coleção pela art deco, pelos uniformes fascistas, armaduras e pela camuflagem dos insetos. O resultado são essas saias e capas pontudas, super modernas e elegantes.

Outra novidade é a Katie Eary, que resolveu ousar um pouco na moda masculina. Na sua última coleção, ela se inspirou em uniformes militares antigos, criou peças para homens com a cintura marcada, abusou do dourado, criou vestidinhos masculinos e fez calças justas com volume na parte lateral das coxas. Nada melhor do que ver um desfile masculino cheio de idéias e frescor.

Outro fashion designer que não poderia deixar de citar é o Craig Lawrence, que apresenta, talvez, o trabalho mais impressionante dessa nova safra. Ele utiliza todas essas referências já mencionadas ao seu extremo, causando um excessivo estranhamento através da criação de uma (não) forma própria.

Seu experimentalismo é inspirado no designer, escultor e performer russo Andrey Bartev, criador de peças abstratas e provocativas. Essa coleção é intitulada Natty Knitwear e o tema é uma (sic) versão 3D dos elementos do natal. Que louco, hein?

Eis então a materialização do futuro. Aguardo o Apocalipse em 2012.

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